Para escolher uma especialidade na advocacia de forma estratégica e fundamentada, é necessário cruzar dados sobre afinidade pessoal, demandas de mercado e as competências exigidas pelas instituições reguladoras.
Abaixo, apresentamos um guia passo a passo estruturado com base em pesquisas de carreira jurídica e nas diretrizes formais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
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Ao longo deste artigo, serão abordados:

Como Escolher sua Especialidade na Advocacia
1. Mapeie as Áreas de Atuação Reconhecidas
O primeiro passo é conhecer o “leque” oficial de opções. O Conselho Federal da OAB estabelece eixos fundamentais que servem de base para a prática jurídica nacional. As áreas tradicionais são as que possuem maior volume de jurisprudência e legislação consolidada:
- Direito Civil: A maior área do Direito, abrangendo família, sucessões, contratos e responsabilidade civil.
- Direito Penal: Focado em infrações penais, execução penal e defesa de direitos fundamentais no âmbito criminal.
- Direito do Trabalho: Regula as relações de emprego e o direito coletivo.
- Direito Administrativo: Lida com a Administração Pública, licitações e agentes públicos.
- Direito Tributário: Especializado na arrecadação de tributos e na relação fiscal entre Estado e contribuinte.
- Direito Empresarial: Focado na atividade das empresas, sociedades e recuperação judicial.
- Direito Constitucional: Atua no controle de constitucionalidade e remédios constitucionais.
2. Analise as Disciplinas de Apoio e Tendências
Uma especialidade raramente caminha sozinha. Pesquise como áreas emergentes estão impactando as tradicionais. Atualmente, o Direito exige o domínio de temas transversais que podem definir o seu nicho de mercado:
- Tecnologia: A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) afeta quase todas as especialidades, especialmente o Direito Civil, Administrativo e do Trabalho.
- Especialidades Específicas: Áreas como Direito Previdenciário, Eleitoral, Ambiental e Internacional estão em alta devido a mudanças legislativas constantes.
3. Avalie o Raciocínio Jurídico Exigido
Cada área exige um “mindset” diferente. Segundo critérios de avaliação de técnica profissional, você deve identificar com qual tipo de produção intelectual se identifica mais:
- Perfil Consultivo: Focado em pareceres, compliance e prevenção de litígios (Comum em Tributário e Empresarial).
- Perfil Contencioso: Focado na redação de peças processuais, argumentação em tribunais e domínio de prazos (Comum em Civil, Penal e Trabalho).
4. Passo a Passo para a Decisão Final
- Identifique sua Afinidade Acadêmica: Durante a graduação ou prática inicial, em quais matérias você demonstrou maior facilidade em interpretar a jurisprudência dos Tribunais Superiores?.
- Verifique a Viabilidade de Mercado: Pesquise o volume de processos na sua região. O Direito Civil e do Trabalho costumam ter maior volume, enquanto Tributário e Empresarial podem oferecer tickets médios mais altos por cliente.
- Considere a Interdisciplinaridade: Você prefere uma área purista ou uma que dialogue com outras ciências (como Penal com Psicologia ou Tributário com Contabilidade)?.
- Teste o Nicho: Antes de investir em uma pós-graduação, atue em casos ou estágios na área. Observe a rotina: você prefere o ambiente de fóruns e audiências ou o trabalho de escritório e análise documental?
A escolha da especialidade deve ser um equilíbrio entre o que você domina tecnicamente e o que o mercado demanda. Ao se tornar um especialista, você aumenta sua autoridade e, consequentemente, sua valorização profissional.
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