A 1ª fase do Exame da OAB, organizada pela FGV, reprova principalmente por erro estratégico e não por falta de estudo. A prova objetiva possui 80 questões e exige 40 acertos. O padrão da banca é claro: enunciados longos, alternativas muito próximas entre si e forte cobrança da literalidade da lei. Quem não entende essa lógica acaba caindo nas armadilhas mais previsíveis.
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A literalidade da lei é decisiva
A FGV trabalha com alterações sutis no texto legal. Muitas vezes a alternativa está correta quase integralmente, mas contém uma única palavra modificada que altera o sentido jurídico da norma. A troca de termos como poderá por deverá, nulo por anulável, ou a mudança de um prazo processual, é suficiente para tornar a alternativa incorreta.
O candidato que estuda apenas teoria tende a errar esse tipo de questão. Já quem está acostumado com a leitura direta da lei seca identifica rapidamente o desvio. Por isso, Constituição Federal, Código Civil, Código Penal, CPC, Estatuto da OAB e Código de Ética precisam ser estudados com atenção literal.
O enunciado nem sempre é o problema
Um erro comum é tentar resolver todo o caso apresentado no enunciado. A FGV constrói narrativas longas para cobrar um detalhe específico. Muitas vezes o que está em jogo é apenas a competência, o prazo, a peça cabível ou o fundamento jurídico adequado.
A estratégia correta é começar pelo comando da questão. Saber exatamente o que está sendo perguntado reduz drasticamente o risco de distração. Depois disso, volta-se ao enunciado buscando apenas as informações necessárias.
Alternativas corretas em tese, mas erradas no caso
Outra armadilha frequente é apresentar alternativas juridicamente corretas, porém inadequadas à situação concreta descrita. Isso ocorre com frequência em Processo Civil, Constitucional, Penal e Ética Profissional.
O candidato reconhece a regra e marca a resposta sem verificar se ela realmente resolve o problema apresentado. A pergunta essencial deve ser sempre a mesma: essa alternativa responde exatamente ao que foi questionado?
Na FGV, saber a regra não basta. É preciso aplicá-la corretamente ao caso narrado.
Ética profissional exige estudo direcionado
Ética costuma ser determinante na aprovação. São oito questões com alto índice de erro justamente porque muitos candidatos subestimam a disciplina. A banca cobra diretamente o Estatuto da Advocacia e o Código de Ética, principalmente temas como publicidade, honorários, captação de clientela, sociedade de advogados e infrações disciplinares.
Aqui não há espaço para interpretação criativa. A cobrança é objetiva e baseada no texto normativo.
Controle emocional também faz diferença
A FGV intercala questões simples com mais complexas para gerar insegurança. Muitos candidatos erram por ansiedade e não por desconhecimento.
Uma estratégia eficiente é iniciar pela disciplina de Ética e pelas matérias de maior domínio, deixando as questões mais densas para o segundo momento. Também é fundamental reservar tempo para revisão final, especialmente das questões que contenham palavras como sempre, nunca, exclusivamente ou somente, pois elas costumam indicar armadilhas.
Dica Estratégica
Evitar pegadinhas da FGV na 1ª fase da OAB não depende apenas de estudar muito, mas de estudar de forma estratégica. Leitura constante da lei seca, resolução massiva de provas anteriores e análise do padrão da banca são fatores decisivos para aumentar o índice de acertos.
A FGV é previsível para quem a estuda com método. Para quem ignora seu comportamento, ela se torna imprevisível.
Uma dica prática e pouco utilizada é a seguinte: ao revisar a prova, releia apenas o comando das questões que você marcou com dúvida e confirme se a alternativa escolhida realmente responde ao que foi perguntado. Muitas trocas de gabarito acontecem por insegurança e não por erro jurídico. Revisar com foco no comando reduz esse risco e pode ser o detalhe que garante sua aprovação.

