Sociedades de Advogados: o que são, como funcionam e quais regras as regem

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As Sociedades de Advogados são a forma legal prevista no Brasil para que advogados atuem de maneira organizada sob um mesmo CNPJ, compartilhando estrutura e prestação de serviços jurídicos. O modelo é regulado pelo Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994), pelo Regulamento Geral da OAB e normas de cada seccional.

Como a lei define uma Sociedade de Advogados

O Estatuto permite que advogados se reúnam formalmente para exercer a advocacia como sociedade simples ou, desde 2016, constituam uma Sociedade Unipessoal, com apenas um sócio. Em ambos os casos, o registro é feito exclusivamente na OAB, e não nas Juntas Comerciais.

Só podem integrar a sociedade profissionais:

  • com inscrição ativa na OAB,
  • em situação regular,
  • e não impedidos de advogar.

A lei proíbe expressamente a entrada de sócios não advogados e veda a constituição de sociedades de natureza empresarial ou o uso de nomes comerciais. O nome deve conter pelo menos um nome de sócio, completo ou abreviado, seguido da expressão “Sociedade de Advogados”.

Forma de atuação

A sociedade só pode prestar serviços jurídicos consultivo, contencioso ou ambos. Atividades econômicas de outra natureza não são permitidas e podem ensejar cancelamento do registro.

Embora partilhem estrutura, os sócios não têm vínculo empregatício com a sociedade e continuam sendo responsáveis por seus atos profissionais. A legislação estabelece responsabilidade subsidiária e ilimitada por eventuais danos causados no exercício da advocacia.

Um mesmo advogado só pode integrar uma sociedade por seccional, evitando duplicidade de atuação formal em uma mesma base territorial.

Tributação e vantagens operacionais

Na esfera tributária, as sociedades são tratadas como pessoas jurídicas, podendo optar — desde que atendidos requisitos por regimes como:

  • Simples Nacional, quando elegível,
  • Lucro Presumido,
  • ou Lucro Real, em cenários de maior porte.

Esse enquadramento garante, em muitos casos, tributação mais vantajosa do que a atuação autônoma por CPF.

Do ponto de vista prático, o modelo permite a:

  • divisão de custos fixos e administrativos,
  • padronização de processos internos,
  • especialização de áreas,
  • maior capacidade de atendimento e captação de clientes.

Com a expansão do mercado jurídico e o aumento da competitividade, tanto sociedades pequenas quanto grandes bancas têm consolidado esse formato como o principal modelo de organização profissional da advocacia privada no país.

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