A prova da OAB frequentemente exige do candidato conhecimentos que, à primeira vista, parecem pouco utilizados na prática cotidiana da advocacia.
Diante disso, é comum surgir o questionamento: é justo cobrar conteúdos que muitos advogados experientes raramente utilizam no dia a dia profissional?
Essa percepção gera insegurança e frustração em muitos candidatos, especialmente naqueles que já atuam como estagiários ou assistentes jurídicos e não reconhecem, na prática, boa parte do conteúdo exigido no Exame de Ordem.
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A finalidade real do Exame de Ordem
Embora a dúvida seja legítima, é fundamental compreender a lógica que orienta o Exame de Ordem. A OAB não avalia apenas a rotina prática imediata, mas a capacidade técnica mínima que todo futuro advogado deve possuir para atuar com responsabilidade e segurança jurídica.
O exame funciona como um filtro institucional, voltado à proteção da sociedade, garantindo que apenas profissionais com formação jurídica adequada ingressem nos quadros da advocacia.
Conhecimento teórico x prática profissional
Na prática profissional, é verdade que o advogado contará com mais tempo para análise dos casos, acesso completo aos autos, possibilidade de consultar doutrina, jurisprudência e legislação atualizada. Além disso, com o passar dos anos, é natural que o profissional se especialize em uma área específica do Direito.
Entretanto, no momento da habilitação profissional, espera-se que o bacharel demonstre uma formação jurídica ampla, capaz de sustentar sua atuação inicial e evitar falhas técnicas que possam comprometer direitos fundamentais de seus clientes.
Por que a FGV cobra normas pouco utilizadas?
Mas afinal, por que a FGV adota esse modelo de cobrança? O Exame de Ordem, elaborado há anos pela Fundação Getulio Vargas, é hoje o principal instrumento de avaliação da aptidão técnica dos futuros advogados.
A banca não busca reproduzir fielmente o cotidiano de um escritório, mas sim avaliar se o candidato possui domínio suficiente do ordenamento jurídico para lidar com situações diversas, inclusive aquelas menos comuns ou mais complexas.
Questões hipotéticas e raciocínio jurídico
Por isso, as questões do Exame de Ordem costumam ser hipotéticas ou inspiradas em casos reais, exigindo do candidato mais do que simples memorização de normas. O foco está na capacidade de interpretação, identificação do problema jurídico e correta aplicação do Direito.
Esse modelo reflete a realidade inicial da advocacia, em que o profissional ainda não domina uma área específica e precisa transitar por diferentes ramos do Direito até consolidar sua atuação.
A cobrança é aleatória? Não.
A exigência de normas que raramente aparecem na prática não é aleatória. Ela é proposital e busca verificar se o candidato consegue compreender o sistema jurídico como um todo, interpretar comandos normativos e construir soluções juridicamente adequadas, mesmo diante de temas menos familiares.
O que a OAB realmente avalia
Mais do que testar o que é utilizado no dia a dia, a prova da OAB avalia se o candidato está preparado para pensar juridicamente, com técnica, responsabilidade e segurança. Trata-se de um exame que mede maturidade jurídica, e não experiência prática consolidada.
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