O que fazer quando o cliente mente para você

O que fazer quando o cliente mente para você

Saiba como confrontar a situação, recalcular a estratégia jurídica e proteger sua reputação profissional. Confira agora!
Acesse agora o grupo Advocacia na Prática

Todo advogado, mais cedo ou mais tarde, passa por essa saia justa: no meio de uma audiência, ou ao ler a defesa do adversário, você descobre que o seu próprio cliente omitiu um fato crucial ou mentiu descaradamente durante as reuniões no escritório.

A sensação de ser pego de surpresa é péssima, mas o pior é o risco técnico. Uma mentira não combinada destrói a credibilidade da tese e pode expor o profissional a uma situação humilhante perante o juiz.

Se a verdade apareceu e você descobriu que foi enganado, eis como reagir com profissionalismo e proteger o seu trabalho:

O que fazer quando o cliente mente para você

1. Coloque as cartas na mesa imediatamente

Não finja que nada aconteceu. Chame o cliente para uma conversa franca e reservada. Confronte-o com a realidade de forma profissional, sem julgamentos morais, mas com firmeza.

Explique, de forma muito clara, o impacto que aquela mentira terá no resultado do processo e as consequências financeiras (como multas por má-fé) que ele pode sofrer por tentar enganar a Justiça.

2. Recalcule a rota jurídica

Com a verdade restabelecida, é hora de avaliar os danos. A tese inicial ainda se sustenta?

  • Se a mentira mudou completamente o cenário, veja se é possível emendar os pedidos ou ajustar a estratégia de defesa.
  • Muitas vezes, assumir o erro processual ou buscar um acordo rápido com a outra parte é a melhor saída para estancar o prejuízo antes que o juiz aplique uma punição severa.

3. Avalie a quebra de confiança e a renúncia

A advocacia é baseada na estrita confiança entre o cliente e o patrono da causa. Se você perceber que o cliente age de má-fé continuamente, que a relação se tornou insustentável ou que manter o caso coloca a sua reputação ética em risco, não hesite em renunciar ao mandato. Deixe o caso seguindo os trâmites legais de transição para que o cliente arrume outro defensor, mas proteja o seu nome.

Dica de Ouro: Para se blindar desse tipo de situação desde o início, adote uma postura preventiva. Nas reuniões iniciais, inclua no seu contrato de honorários ou na ficha de atendimento uma cláusula onde o cliente declara expressamente que todas as informações prestadas são verdadeiras e assume a responsabilidade civil e processual por qualquer omissão de fatos.

Quer se atualizar e dar o próximo passo na sua carreira?

Entre agora no grupo exclusivo do Estratégia Prática Jurídica e receba conteúdos exclusivos para profissionais do direito, notícias e oportunidades direto no seu celular.

Acesse agora o grupo Advocacia na Prática

Confira também outros artigos de prática jurídica:

Conteúdos exclusivos e atualizações em tempo real?
Siga nossas redes e esteja sempre um passo à frente!

0 Shares:
Você pode gostar também