Por que a reprovação na OAB parece uma dor física? Entenda seu sofrimento e aprenda como superá-lo.

Por que a reprovação na OAB parece uma dor física? Entenda seu sofrimento e aprenda como superá-lo.

Olá, queridos!! Tudo bem? Vamos falar hoje sobre um tema difícil, mas importante: a dor da reprovação…

A jornada rumo à aprovação na OAB é, sem dúvida, algo intenso e desafiador. Um período de muita dedicação, estudos, e uma pressão que, muitas vezes, parece esmagadora. Mas o que acontece quando, apesar de todo o esforço, o resultado não é o esperado? Para muitos, a dor da reprovação se manifesta de uma forma quase palpável, como uma dor física real.

Você já se pegou com uma dor de cabeça latejante, um nó no estômago, ou até mesmo uma diarreia inexplicável nos dias que antecedem a prova, ou logo após receber um resultado negativo? Se sim, saiba que você não está sozinho. E, mais importante, você não está inventando. Seu corpo está, de fato, te dando um recado.

É como se o corpo, em sua sabedoria intrínseca, reagisse a um impacto emocional tão forte quanto um trauma físico. Imagine a cena: alguém, exausto e com queixas de dores por todo o corpo, procura um médico. Após uma análise cuidadosa, o diagnóstico surpreende: “É OAB!”.

A princípio, a ideia pode soar cômica, quase absurda. Como um exame pode causar sintomas tão reais? Mas a verdade é que isso pode acontecer. As dores de cabeça, o corpo moído, as noites mal dormidas, a diarreia, e até mesmo manchas na pele, são manifestações físicas de um sofrimento emocional profundo.

Conexão “mente e corpo” e a dor física da reprovação

A ciência já nos mostrou que mente e corpo não são entidades separadas. Pelo contrário, eles estão em um diálogo constante. Quando nossa mente sofre um impacto emocional intenso, o corpo responde. Essa área de estudo é conhecida como Psicossomática, e ela se dedica exatamente a entender como nosso corpo expressa o que nossa mente está sentindo.

Pense na reprovação na OAB. É a quebra de uma expectativa, o adiamento de um sonho. É, em sua essência, uma perda. E como toda perda significativa em nossas vidas, ela gera um processo de luto. Assim como lamentamos a perda de um relacionamento, a perda da aprovação na OAB desencadeia um processo de dor que precisa ser reconhecido e “digerido”.

E aqui entra uma parte fascinante da neurociência que nos ajuda a entender tudo isso: existe uma região no nosso cérebro chamada Córtex Cingulado Anterior – CCA. Pense no CCA como o “gerente” da dor no nosso cérebro. O mais interessante é que ele não processa apenas a dor física. Ele também é responsável por processar a dor emocional – a dor da perda, da frustração, da rejeição.

Entendendo mais sobre o CCA

O Córtex Cingulado Anterior – CCA está intimamente conectado ao nosso sistema límbico, que é o centro das emoções. É essa conexão que permite que o medo, a ansiedade e a frustração, sentimentos tão presentes na jornada da OAB, sejam processados de uma forma que se traduz em sensações físicas. Quando você sente o medo paralisante da prova, ou a dor aguda da reprovação, seu CCA é ativado, interpretando essa intensidade emocional e traduzindo-a em sintomas físicos reais. É por isso que a reprovação na OAB pode, de fato, parecer uma dor física. É o seu cérebro processando um revés significativo, e seu corpo respondendo a essa intensidade emocional com sintomas que você não pode ignorar.

Transformando a dor em força: estratégias para lidar com a reprovação

Entender que essa dor física é real e tem uma explicação científica é o primeiro e mais importante passo para lidar com ela. Precisamos compreender sua origem e, a partir daí, buscar formas saudáveis de processar e transformar essa experiência em combustível para a próxima fase. A pergunta que fica é: como a gente lida com isso? Como a gente transforma essa dor em força para a próxima prova?

1. Seja seu melhor aliado, não seu pior crítico: a arte da autocompaixão

Muitos de vocês são extremamente exigentes consigo mesmos. A reprovação já dói, mas a autocrítica excessiva – aquela voz interna que sussurra “você não é bom o suficiente”, “você falhou”, “você é um burro” – essa voz é ainda mais cruel e destrutiva. A autocompaixão é o oposto disso. É tratar a si mesmo com a mesma gentileza, compreensão e paciência que você trataria um amigo querido que está sofrendo.

Entenda que errar faz parte do aprendizado. Ninguém é perfeito, e a jornada da vida é feita de acertos e erros. Você não é a sua reprovação. Você é alguém que está aprendendo, crescendo e se desenvolvendo. Troque a culpa pela curiosidade. Em vez de se perguntar “Por que eu sou tão burro?”, pergunte-se “O que posso aprender com isso?”. Essa mudança de perspectiva é libertadora e abre espaço para o crescimento.

2. A reprovação não te define: liberte-se da crise de identidade

Essa é uma das dores mais profundas que vejo em quem passa pela reprovação na OAB: a crise de identidade. A pergunta “Se eu não passar, eu não sou nada?” ecoa na mente de muitos. A OAB, para alguns, se torna um teste do seu valor global, da sua inteligência, do seu caráter. Mas a verdade é que sua inteligência, seu caráter, sua história de vida, nada disso é definido por um resultado de prova.

A aprovação na OAB é, sim, um objetivo profissional importante! Mas ela não é o que te define como ser humano. Você é muito mais do que um resultado de exame. Entender isso vai liberar uma energia imensa para focar no que realmente importa: o aprendizado, o crescimento pessoal e a construção de uma carreira sólida, independentemente dos percalços.

3. Sinta a tristeza e fale sobre ela: o processo de luto necessário

Como sempre digo, a tristeza não te faz fraco; ela te faz humano. A reprovação é uma perda, e as perdas precisam ser sentidas. Não tente abafar a dor, não tente fingir que nada aconteceu. Permita-se sentir o luto, a frustração, a raiva, a tristeza. É um processo natural e necessário para a cura.

E falar sobre isso é fundamental. Desabafe com pessoas acolhedoras, em ambientes seguros. Não é “ficar se lamentando”, é permitir-se sofrer como parte de um processo de superação. A superação só vem depois da tristeza, depois que você permite que a emoção seja sentida e processada. Se a dor for muito intensa, se estiver te paralisando e impedindo você de seguir em frente, não hesite em buscar ajuda profissional.

4. Aprenda com a experiência, não recomece do zero

Aprenda com os erros da última preparação. Não é ficar se criticando, mas identificar o que pode ser melhorado. Faça uma análise objetiva e honesta: o que você fez bem? Onde você errou? O que faltou ou o que você pode fazer diferente na próxima vez? Quais hábitos precisam ser ajustados?

dor física

E lembre-se: o que você estudou não foi perdido. Não encare como um “recomeço do zero”, mas como uma continuação de um processo, agora com mais experiência e conhecimento sobre si mesmo e sobre o exame.

5. Conte com o estratégia OAB para uma preparação mais leve e completa

Olha só, você não precisa passar por tudo isso sozinho. A dor física e mental da reprovação pode ser intensa, mas há suporte. O Estratégia OAB não te oferece uma “pílula mágica” para o sucesso, mas um caminho sólido para o autoconhecimento e a gestão emocional, aliados ao conteúdo técnico de ponta que você precisa para a prova. Nossos cronogramas e planos de estudo são pensados para caber na sua rotina, para te dar constância e evitar os dilemas emocionais que levam à procrastinação e ao esgotamento.

Nós já ajudamos mais de 12 mil aprovados a conquistarem seus objetivos. Muitos deles passaram pela reprovação, mas o que fez a diferença foi a coragem de continuar e a estratégia certa. A metodologia do Estratégia OAB funciona porque ela te prepara não só para a prova, mas para lidar com a pressão, com a frustração, e para transformar tudo isso em aprendizado.

Então, levanta a poeira e siga em frente! E conte conosco =)

Referências:

  • Capitão, Cláudio Garcia, & Carvalho, Érica Bonfá. (2006). Psicossomática: duas abordagens de um mesmo problema. Psic: revista da Vetor Editora, 7(2), 21-29. Recuperado em 25 de agosto de 2025, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-73142006000200004&lng=pt&tlng=pt.;
  • Esperidião-Antonio, V., Majeski-Colombo, M., Toledo-Monteverde, D., Moraes-Martins, G., Fernandes, J. J., Assis, M. B. de ., & Siqueira-Batista, R.. (2008). Neurobiologia das emoções. Archives of Clinical Psychiatry (são Paulo), 35(2), 55–65. https://doi.org/10.1590/S0101-60832008000200003
  • Oliveira, L. F. de, Berlinck, W. de O., Azevedo, L. M. de S., & Silva, U. P. da. (2025). Transformação neuroquímica do cérebro pela aceitação da dor emocional. COGNITIONIS – Cientific journal, 8(1), 1-17. https://revista.cognitioniss.org/index.php/cogn/article/download/620/502
  • Silva, J. D. T. da ., & Müller, M. C.. (2007). Uma integração teórica entre psicossomática,stress e doenças crônicas de pele. Estudos De Psicologia (campinas), 24(2), 247–256. https://doi.org/10.1590/S0103-166X2007000200011.

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