2ª fase da OAB 47: quantas peças estudar em cada área?

2ª fase da OAB 47: quantas peças estudar em cada área?

OAB 47 terá prova prático-profissional em outubro; veja quantas peças priorizar em cada disciplina nesta reta final

A OAB 47 terá a 2ª fase aplicada em 18 de outubro de 2026, das 13h às 18h, conforme o edital organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A prova prático-profissional será composta por uma peça profissional e quatro questões discursivas.

Nesta etapa, o examinando faz a prova na área jurídica escolhida no ato da inscrição: Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito do Trabalho, Direito Empresarial, Direito Penal ou Direito Tributário.

Área do Candidato – 2ª Fase da OAB 47

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Conteúdo completo para a 1ª e 2ª fase da OAB.

Quantas peças estudar para a OAB 47?

Na reta final da OAB 47, o ideal não é tentar decorar todas as peças possíveis com o mesmo nível de profundidade.

A melhor estratégia é separar as peças por grau de incidência e por risco de erro. Ou seja: estudar todas as estruturas essenciais, mas treinar mais as peças que têm maior chance de cobrança e maior peso na nota.

A prova prático-profissional vale 10 pontos. A peça profissional corresponde a 5 pontos, enquanto cada uma das quatro questões vale 1,25 ponto. Para aprovação, é necessário obter nota igual ou superior a 6 pontos, sem arredondamento.

Peças por área da 2ª fase da OAB

A quantidade ideal varia conforme a área escolhida. Algumas disciplinas concentram a cobrança em poucos modelos de peça. Outras exigem repertório mais amplo, especialmente quando envolvem recursos, ações autônomas e medidas urgentes.

Confira uma sugestão objetiva de organização:

ÁreaQuantidade recomendadaEstratégia
Direito do Trabalho8 a 10 peçasfoco em reclamação trabalhista, contestação e recursos
Direito Penal10 a 12 peçasatenção a respostas defensivas, recursos e medidas de liberdade
Direito Civil12 a 15 peçasrepertório mais amplo, com iniciais, defesas, recursos e execução
Direito Constitucional8 a 10 peçasfoco em ações constitucionais e controle de constitucionalidade
Direito Administrativo8 a 10 peçasatenção a mandado de segurança, ações comuns, recursos e defesas
Direito Tributário8 a 10 peçasfoco em ações antiexacionais, embargos e medidas de repetição
Direito Empresarial8 a 10 peçasatenção a cobrança, execução, falência, recuperação e recursos

Direito do Trabalho

Em Direito do Trabalho, o examinando deve priorizar de 8 a 10 peças.

A área costuma permitir uma preparação mais concentrada, desde que o candidato domine bem a estrutura, os pedidos e os fundamentos da legislação trabalhista e processual trabalhista.

Peças que merecem prioridade:

  • reclamação trabalhista;
  • contestação;
  • recurso ordinário;
  • embargos de declaração;
  • agravo de petição;
  • mandado de segurança;
  • ação rescisória;
  • contrarrazões;
  • inquérito para apuração de falta grave;
  • consignação em pagamento.

Direito Penal

Em Direito Penal, a recomendação é estudar de 10 a 12 peças.

A área exige atenção ao momento processual. Muitas peças se diferenciam pelo estágio do procedimento, pelo tipo de decisão atacada e pela situação do réu ou investigado. Peças que merecem prioridade:

  • resposta à acusação;
  • memoriais;
  • apelação;
  • recurso em sentido estrito;
  • habeas corpus;
  • relaxamento de prisão;
  • liberdade provisória;
  • revogação de prisão preventiva;
  • agravo em execução;
  • embargos de declaração;
  • queixa-crime;
  • revisão criminal.

Direito Civil

Em Direito Civil, o ideal é estudar de 12 a 15 peças.

A disciplina tem repertório amplo e exige domínio de petições iniciais, defesas, recursos e procedimentos de execução. Por isso, a preparação deve combinar estrutura processual com identificação correta do pedido.

Peças que merecem prioridade:

  • petição inicial pelo procedimento comum;
  • contestação;
  • réplica;
  • apelação;
  • agravo de instrumento;
  • embargos de declaração;
  • cumprimento de sentença;
  • execução de título extrajudicial;
  • embargos à execução;
  • ação monitória;
  • ação de consignação em pagamento;
  • ação possessória;
  • ação de alimentos;
  • ação de indenização;
  • inventário ou partilha.

Direito Constitucional

Em Direito Constitucional, o candidato deve priorizar de 8 a 10 peças.

A preparação deve se concentrar nas ações constitucionais e nas ações de controle de constitucionalidade. Também é importante revisar legitimidade, competência, cabimento e pedidos.

Peças que merecem prioridade:

  • mandado de segurança;
  • habeas data;
  • mandado de injunção;
  • habeas corpus;
  • ação popular;
  • ação civil pública;
  • ação direta de inconstitucionalidade;
  • ação declaratória de constitucionalidade;
  • arguição de descumprimento de preceito fundamental;
  • recurso extraordinário.

Direito Administrativo

Em Direito Administrativo, a recomendação é estudar de 8 a 10 peças.

A área exige atenção a atos administrativos, agentes públicos, responsabilidade civil do Estado, licitações, improbidade e ações constitucionais. O candidato deve treinar tanto peças iniciais quanto defesas e recursos.

Peças que merecem prioridade:

  • mandado de segurança;
  • ação anulatória;
  • ação ordinária;
  • ação civil pública;
  • ação popular;
  • contestação;
  • apelação;
  • agravo de instrumento;
  • embargos de declaração;
  • cumprimento de sentença ou execução.

Direito Tributário

Em Direito Tributário, o ideal é estudar de 8 a 10 peças.

A área costuma cobrar identificação do momento da cobrança, existência ou não de execução fiscal e escolha adequada da medida judicial. O risco maior está em confundir ações preventivas, repressivas e defesas do contribuinte.

Peças que merecem prioridade:

  • mandado de segurança preventivo;
  • mandado de segurança repressivo;
  • ação anulatória de débito fiscal;
  • ação declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária;
  • ação de repetição de indébito;
  • ação de consignação em pagamento;
  • embargos à execução fiscal;
  • exceção de pré-executividade;
  • apelação;
  • agravo de instrumento.

Direito Empresarial

Em Direito Empresarial, a recomendação é estudar de 8 a 10 peças.

A preparação deve considerar títulos de crédito, sociedades, contratos empresariais, falência, recuperação judicial e recursos. Também é importante revisar endereçamento, legitimidade e pedidos específicos.

Peças que merecem prioridade:

  • ação de cobrança;
  • ação monitória;
  • execução de título extrajudicial;
  • embargos à execução;
  • contestação;
  • apelação;
  • agravo de instrumento;
  • pedido de falência;
  • habilitação de crédito;
  • recuperação judicial.

Como priorizar as peças na reta final?

A preparação deve seguir uma lógica prática: primeiro, o examinando precisa dominar as peças mais prováveis e com maior recorrência; depois, revisar modelos intermediários; por fim, estudar peças raras apenas para saber identificar o cabimento.

Uma divisão possível é:

  • peças essenciais: devem ser treinadas mais de uma vez, com simulação completa;
  • peças intermediárias: devem ser revisadas com estrutura, fundamento e pedidos;
  • peças raras: devem ser conhecidas ao menos pelo cabimento e pelo endereçamento.

A indicação correta da peça é ponto decisivo. Segundo o edital, nos casos de propositura de peça inadequada para a solução do problema, especialmente quando a escolha justificar indeferimento liminar por inépcia ou envolver rito diverso sem possibilidade de fungibilidade, o examinando receberá nota zero na peça ou na questão.

Regras importantes da 2ª fase

A prova prático-profissional deve ser manuscrita, em letra legível, com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. O caderno de textos definitivos será o único documento válido para avaliação.

Nas questões discursivas, o examinando deve indicar a qual item do enunciado se refere cada parte da resposta. A ausência dessa indicação pode levar à nota zero no item correspondente.

Para as questões discursivas, a extensão máxima será de 30 linhas por questão. A peça profissional deve respeitar o limite definido na capa do caderno de textos definitivos.

Edital OAB 47


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